domingo, 20 de abril de 2008

saudosismo é presente e futuro


Alma,


tantas coisas que circundam esse reflexo do nosso corpo no além..em algum além-mar; talvez.

coisas essas, que não vêm estipuladas em nenhum cardápio, nem em nenhum livro de receitas, nem em rótulos de creme de leite; como receitas breves e eficazes para o nosso dia-a-dia.

A alma, certa vez constituída, deixa de ser mero complemento do ser e passa a ser tão humano quanto o é.

Difícil de entender? Nem tanto.

Imagina um Pão com Durex no qual o pão se relaciona constantemente com o durex e este, por sua vez, além de compartilhar com o pão, seus 'momentos', sente nele, uma casca protetora para fazê-lo rolar até onde não der até. Coisas incríveis também acontecem..


Até aquelas que nem imaginaríamos acontecer, acontecem!

Tantos acontecimentos, tantas transmissões repulsivas e impulsivas em momentos únicos e talvez, críticos. Acontecimentos marcantes te fazem chocar diante do inusitado.

Diante do que nunca acontece, mas, quando esses momentos se tornam presentes em um estalar de dedos, em uma viagem anacrônica significante para sua vida, outra coisa, tão significante quanto, surge, para te fazer flutuar junto com/como um avião. Voa, vai além-mar..Você respira e vive tais momentos, enquanto sublime e únicos..Mas, quando as últimas partículas de areia caem de um lado da ampulheta para o outro, significando que o tempo está para terminar, ali, naquela hora, você começa a sacar que o que está no 'porvir' é muito maior do que qualquer dor saudosa, maior que qualquer saudade, que qualquer sentimento, que qualquer vontade de ter o que está longe, por perto....e percebe que o saudosismo está para o presente, assim como vive para o futuro. Viver pensando no futuro vale muito mais do que poucos imaginam - se é que imaginam. (Só que essa última parte é tão insignificante quanto esses que não sonham, nem imaginam; portanto, descartemos)


E é isso.

Cada segundo intenso vivido, equivale a cada gotícula de areia que cai, lentamente, à favor de nós mesmos e contra a tempestade de sentimento enturbilhado dentro de cada um de nós..O máximo é ter a quem amar. É saber que amar não equivale a fronteira nenhuma..Que o tempo, de vilão, pode tornar-se aliado ao sentimento que está guardado e intacto; na espera da volta, na espera do que ao coração espera! Do que qualquer ser humano, de áurea límpida e flúida, pretende obter enquanto amando e amado. Coisas assim..


Desse tipo, que engrandecem a alma. Torna-te mais forte, maior e intacto.

Dois meses, de dez, já correspondem à alguma porcentagem da tal ampulheta que navega em passos de tartaruga, não? E, esses dois meses, já não representam muito à 'intactatez' do amor de quem aguarda e de quem espera esse aguardo ansiosamente? Capaz, heim?


E que a vida traga sensibilidade ao senso de humor apurado..Que estes tenham assessores (não de imprensa, mas) de correspondência das flores...É. Flores. Flor é o símbolo que mais representa a inusitável fragilidade de um ser humano; que seja forte ou não, possui a maior e mais apurada das fraquezas...como a paixão de quando se quer amar e ser correspondido às cores que se aplicam ao amor...da vida. Óh, esse sentimento tão abstrato e arcaico e que faz movimentar vidas...que faz alimentar viagens inesperadas...que sustenta teses aéreas como a de um Pão com Durex, lapidados em uma praia. . .


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