domingo, 27 de abril de 2008

Articulando...


É preciso, antes de imaginar sobre o que se tem sobre significado de cultura, discernir o que há de contraponto entre sociedade e cultura, já que aparentemente, carregam uma sensível, notável e estrita relação mútua. Geralmente, são pontos tratados de maneira ambígua, onde qualquer aglomerado de animais que permanecem juntos como um grupo (inter)ativo e os seus componentes se sentem parte de um todo: na sociedade humana, essas inter-relações sociais são dominadas pela cultura existente. Já em uma manada de cavalos selvagens, por exemplo, o líder garanhão corresponde às particularidades de sua sociedade; assim como em um galinheiro há o galo e assim vai, nas relações irracionais. Já no que diz respeito aos humanos, não podemos imaginar nenhum (sub)grupo sem cultura.

“Qualquer que seja a forma pela qual um grupo de pessoas tenha chegado a seus hábitos de massa..., esses hábitos uma vez estabeleidos, tendem a projetar-se no comportamento futuro. A forma habitual estabelece os padrões para a ação futura.”

Além de apenas um conjunto isolado de formas de comportamento, a cultura possui estreita atividade com a comunicação. Uma vez que a maior parte da cultura é expressa por pensamento, para tal vir à tona, ela é transmitida pela palavra articulada; “fala subvocal". E a partir do que se é dito, esse aglomerado de letras tomam forma em textos expressivos que permeiam a sociedade.
É preciso entender que os pensamentos de um determinado indivíduo já existiam muito antes do surgimento de tal e que as características individuais persistem depois de sua morte. É como um caráter de anonimato que a torna distinta e peculiar. O papel cultural de um ser humano persistiu durante sua vida em Terra, porém, antes disso, parece que já se havia designado tal papel. Assim acontece depois que ele morre, pois o papel foi desempenhado durante todo seu percurso vital, relacionando-se com outros seres, permeando outras culturas e cultuando diversas sociedades. Assim, consagrou-se seu modo de vida enquanto terrena, e o falecimento vem para desmistificar e provar sua consagração, passando assim, de geração em geração – lógico que incluindo pontos distintos que vem no porvir de cada indivíduo.


“Cultura é algo além do que um conjunto de formas isoladas de comportamento. É a soma total, integrada, das características de comportamento aprendido que são manifestadas e compartilhadas pelos membros de uma sociedade”.


A capacidade cultural do homem o torna apto para ajustar o seu comportamento sem precisar modificar seu sistema biológico: ele é capaz de se introduzir em todas e quaisquer sociedades, mesmo com todas suas distintas (e novas) particularidades em relação à que sempre se acostumou viver, o homem se adapta a ela e não deixa as raízes oriundas do seu pensamento enquanto indivíduo. O ser humano tem essa facilidade de adaptação, devido, justamente, à forte influência cultural criada para o seu instinto. Quer ver só?

O povo brasileiro atua diferentemente em relação aos americanos, por exemplo, na hora de se cumprimentar, o brasileiro reverencia com um caloroso abraço ao outro também pertencente a esta sociedade. Já o americano, tem o hábito de apertar a mão alheia de maneira fria e plástica. Para ambos, a princípio, pode parecer difícil se adequar aos modos tão diferentes entre si, mas, ainda assim, é possível (!) por possuírem, desde muito antes do que se parece, características peculiares enquanto indivíduos únicos.

Dessa maneira, o que acarretaria certo temor, pode causar orgulho naquele que permeia sociedades diferentes das quais faz parte. Basta ter o senso de se adaptar ao novo, sem perder suas origens. Assim, a cultura permanece intacta. e ao mesmo tempo, é possível promover fortalecimento.

domingo, 20 de abril de 2008

saudosismo é presente e futuro


Alma,


tantas coisas que circundam esse reflexo do nosso corpo no além..em algum além-mar; talvez.

coisas essas, que não vêm estipuladas em nenhum cardápio, nem em nenhum livro de receitas, nem em rótulos de creme de leite; como receitas breves e eficazes para o nosso dia-a-dia.

A alma, certa vez constituída, deixa de ser mero complemento do ser e passa a ser tão humano quanto o é.

Difícil de entender? Nem tanto.

Imagina um Pão com Durex no qual o pão se relaciona constantemente com o durex e este, por sua vez, além de compartilhar com o pão, seus 'momentos', sente nele, uma casca protetora para fazê-lo rolar até onde não der até. Coisas incríveis também acontecem..


Até aquelas que nem imaginaríamos acontecer, acontecem!

Tantos acontecimentos, tantas transmissões repulsivas e impulsivas em momentos únicos e talvez, críticos. Acontecimentos marcantes te fazem chocar diante do inusitado.

Diante do que nunca acontece, mas, quando esses momentos se tornam presentes em um estalar de dedos, em uma viagem anacrônica significante para sua vida, outra coisa, tão significante quanto, surge, para te fazer flutuar junto com/como um avião. Voa, vai além-mar..Você respira e vive tais momentos, enquanto sublime e únicos..Mas, quando as últimas partículas de areia caem de um lado da ampulheta para o outro, significando que o tempo está para terminar, ali, naquela hora, você começa a sacar que o que está no 'porvir' é muito maior do que qualquer dor saudosa, maior que qualquer saudade, que qualquer sentimento, que qualquer vontade de ter o que está longe, por perto....e percebe que o saudosismo está para o presente, assim como vive para o futuro. Viver pensando no futuro vale muito mais do que poucos imaginam - se é que imaginam. (Só que essa última parte é tão insignificante quanto esses que não sonham, nem imaginam; portanto, descartemos)


E é isso.

Cada segundo intenso vivido, equivale a cada gotícula de areia que cai, lentamente, à favor de nós mesmos e contra a tempestade de sentimento enturbilhado dentro de cada um de nós..O máximo é ter a quem amar. É saber que amar não equivale a fronteira nenhuma..Que o tempo, de vilão, pode tornar-se aliado ao sentimento que está guardado e intacto; na espera da volta, na espera do que ao coração espera! Do que qualquer ser humano, de áurea límpida e flúida, pretende obter enquanto amando e amado. Coisas assim..


Desse tipo, que engrandecem a alma. Torna-te mais forte, maior e intacto.

Dois meses, de dez, já correspondem à alguma porcentagem da tal ampulheta que navega em passos de tartaruga, não? E, esses dois meses, já não representam muito à 'intactatez' do amor de quem aguarda e de quem espera esse aguardo ansiosamente? Capaz, heim?


E que a vida traga sensibilidade ao senso de humor apurado..Que estes tenham assessores (não de imprensa, mas) de correspondência das flores...É. Flores. Flor é o símbolo que mais representa a inusitável fragilidade de um ser humano; que seja forte ou não, possui a maior e mais apurada das fraquezas...como a paixão de quando se quer amar e ser correspondido às cores que se aplicam ao amor...da vida. Óh, esse sentimento tão abstrato e arcaico e que faz movimentar vidas...que faz alimentar viagens inesperadas...que sustenta teses aéreas como a de um Pão com Durex, lapidados em uma praia. . .